| 2009/ Jan - Revista Projeto - Entrevista |
|
01Quais os aspectos primordiais que devem ser considerados no desenvolvimento de projetos para ambientes corporativos? O principal é entender qual a demanda do cliente. É fundamental que o projeto retrate aquilo que o cliente tem como expectativa. Muitas vezes ele não consegue defini-Ia claramente e a nossa missão é procurar compreendê-la e agregar 02 Seus critérios para a escolha de fornecedores consideram quesitos relacionados à sustentabilidade dos produtos especificados? Atualmente, 100% dos nossos projetos consideram quesitos de sustentabilidade na medida do possível. Ao que eu saiba, é nosso o primeiro projeto de interiores certificado pelo Leed na América Latina. Em todos os trabalhos atendemos quesitos que contam para a certificação e usamos
03 Tomando o feedback de seus clientes como referencial, quais os segmentos de produtos para interiores de escritórios que melhor correspondem às necessidades do mercado? E quais os segmentos que menos atendem às expectativas dos clientes? 04 O que formas os fornecedores de itens para interiores de escritórios podem melhorar o atendimento às necessidades dos arquitetos? Temos recebido um atendimento bastante ágil, até porque temos aqui um programa de homologação de fornecedores - com
Essa é a nossa missão. Se o cliente não compreender, é uma falha de projeto, inadmissível. Então o cliente sempre sabe qual Senão, é porque houve erro de compreensão no briefing. Normalmente ele tem que perceber que nós conseguimos captar o que ele queria transmitir como imagem corporativa. Essa questão da imagem não é importante só para o mercado, muitas vezes o mais importante é aquilo que ele vai transmitir para os colaboradores dele. Há clientes que não recebem público externo, mas têm um escritório bacana. Com relação a custos é a mesma coisa: se não entendemos o quanto o cliente quer gastar, é porque não entendemos o cliente. Cabe a nós buscar a melhor relação custo/benefício. Existem aspectos funcionais, operacionais e tecnológicos que devem ser atendidos e sobrepujam a parte estética. Se precisar enxugar algo, vamos eliminar um material mais sofisticado, mas vamos atender às premissas de ergonomia, das normas técnicas. E se ainda assim não der, seremos obrigados a dizer ao cliente que não conseguimos fazer aquilo que ele espera com aquele orçamento. 06 Vivemos recentemente uma fase de crescimento econômico, o que se traduziu em maior volume de projetos para a maioria dos escritórios de arquitetura. A crise atual já está trazendo consequências no seu dia-a-dia? Quais suas expectativas para 2009? Dizer que não há crise não dá, porque ela está aí. Mas temos de ser otimistas, porque ficar reclamando não nos ajuda em nada, nem ajuda nossos clientes. Temos que ver a crise junto com os clientes. Já surgiram no escritório novos projetos depois que tudo isso começou. Muitas vezes os orçamentos são distintos e vamos ter que nos adaptar, porque o cliente tem o objetivo de mudança. Talvez ele não gaste agora o que imaginava e deixe isso para daqui a três anos. A criatividade é para nós, arquitetos, o jeito de debelar a crise. Além disso, a crise gera oportunidades, como projetos que vão preparar as empresas para reduzir custos. O cliente está começando a ver que esses itens de sustentabilidade podem significar um investimento inicial maior, mas trarão economia por todo o tempo em que ele estiver ocupando aquele espaço. Essa não é a primeira crise e não será a última . |
