| 2009/out - Revista AU - Basf |
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Arquitetura de interiores do escritório da Basf, projeto de Athié Wohnrath em São Paulo Pela transparência e ocupação eficiente, o projeto de interiores melhorou o relacionamento e a comunicação do headquarter da Basf, instalado em uma nova sede em São Paulo POR SILVANA MARIA ROSSO FOTOS PREGNOLATO & KUSUKI ESTÚDIO FOTOGRÁFICO ![]() Para promover a diversidade, aprimorar seus relacionamentos internos e externos, e fortalecer a sua imagem corporativa, a Basf do Brasil, empresa multinacional da área química, transferiu estrategicamente a sua sede para seis lajes do Faria Lima Square, um edifício de categoria triple A, em São Paulo. Até 2005, o setor administrativo da empresa estava instalado junto à fábrica, em São Bernardo, onde a distribuição dos espaços, altamente compartimentada, gerava uma ocupação rígida e ineficiente, comprometendo a sinergia entre os departamentos. Responsável pelo estudo de viabilidade e o projeto de arquitetura, o escritório Athié Wohnrath acomodou todo o head count dentro de uma nova política de ocupação, com espaços mais abertos e salas transparentes. Assim, criou a nova identidade arquitetônica da sede, que se relaciona diretamente à identidade corporativa da Basf. A premissa era uma instalação inteligente e contemporânea que reforçasse a transparência e aperfeiçoasse a comunicação entre os grupos. "Inteligência e racionalidade definiram claramente as circulações e a divisão dos espaços", ressalta o arquiteto Sergio Athié. O conceito arquitetônico estabeleceu um cuidadoso zoneamento para as áreas compartilhadas, áreas de trabalho e áreas de apoio, resolvendo o fluxo entre setores e as hierarquias. O projeto separou verticalmente os diferentes departamentos da multinacional. Para o público externo, reservou-se o pavimento mais alto, que possui laje atípica e menor, onde se situam recepção, salas de reunião e cafeteria. Os cinco demais pisos foram dedicados aos setores operacionais, fortalecendo a imagem corporativa. Horizontalmente, o projeto agrupou junto ao core do edifício as salas privativas e liberou dois grandes salões em cada pavimento para o open office flexível, que facilita mudanças e incentiva a comunicação entre os integrantes da empresa. Privilegiando o corpo de funcionários, o projeto oferece espaços específicos para atuação individual ou em equipe, seja em salas privativas ou em ambientes interativos marcados pelo open office e pelas salas de reuniões coletivas, que democratizam o espaço e permitem total integração das áreas. A modularidade estipula as equivalências entre as diversas tipologias do posto de trabalho. Somente diretores e vice-presidentes possuem salas fechadas. Os gerentes de divisão ficam em postos reservados com biombos altos e os demais, como gerente de unidade, staff e secretárias, ficam nos espaços abertos. O planejamento de ocupação do espaço assimila a dinâmica de crescimento e as frequentes mudanças de composição dos grupos, sem comprometer a funcionalidade e a organização dos espaços de trabalho. Alta comunicação, flexibilidade e simplificação da infraestrutura reforçam a transparência entre os grupos.
Dessa forma, os ambientes em geral foram definidos por materiais neutros e monocromáticos (carpetes, divisórias, forro, mobiliário e paredes) contrapondo a elementos coloridos (vermelho, verde, azul e laranja) de volumes de vidro, assentos e algumas paredes, em referência aos tons corporativos da multinacional alemã. Nos espaços de trabalho, os arquitetos especificaram carpete em placa, forro modular mineral e móveis Escriba. Mas, para destacar determinados ambientes, adotaram materiais mais nobres e diferenciados, como cumaru maciça nos pisos da recepção e do café e no forro do corredor, no pavimento dedicado ao público externo. Já nos cafés dos andares corporativos usaram piso vinílico em placa. Nos locais em que a iluminação foi mais trabalhada, o gesso acartonado foi a solução para o forro. Nesses ambientes, móveis com design, assinados por Fernando Jaeger e outros fornecidos pela Dpot e By Design, valorizam a ambientação da empresa. Identidade arquitetônica Como parte de suas estratégias, a Basf propaga e unifica globalmente sua identidade visual, reforçando a marca nos diversos mercados em que atua. A marca se caracteriza pelo uso de cores fortes em todos os meios de comunicação, incluindo na arquitetura. |
